Fala Sobre o Drama de Dependentes Químicos, a Casa de Recuperação “O Toque de Cristo” e a Luta de Famílas Contra as Drogas.
O destaque desta edição da 16 da revista O Toque é para drogas, dependentes químicos e viciados. Devido a isto, nossa equipe procurou o pastor Willian Martins líder e diretor das Casas de recuperação “O Toque de Cristo”, para esclarecer sobre o drama de viciados, atitudes e reabilitação.
O Toque: Como e quando você decidiu trabalhar com drogados?Pr W. Martins: Eu faço parte do ministério desde 2007, mas, não escolhi nem decide foi Deus quem me chamou. Mas me dei conta realmente do chamado a quase dois anos quando eu reconheci e aceitei o que Deus tinha para mim.
O Toque:E como aconteceu este chamado?Pr W. Martins: Tudo começou quando a minha noiva teve uma depressão profunda devido a uma perda familiar. Quando se tem alguém em sua casa uma enfermidade você procura estudar sobre o assunto e foi o que fiz. Percebi que é a ver que a doença que mais cresce no país. Fui então pesquisar o lado espiritual e descobri que a depressão na realidade é algo demoníaco, pois a mente é aprisionada e os médicos não conseguem fazer um diagnostico preciso.
A Márcia, minha noiva tinha síndrome do pânico, depressão profunda, ouvia vozes de pessoas que a chamavam, tudo isso sem explicação. Começamos a orar e e interceder muito por ela, mas por várias vezes ela tentou pular de viadutos e acabar com a própria vida, mas Deus nos ajudou.
Ela acordava e não sabia como tinha chegado naquele lugar, certa vez quando ela percebeu que estava em cima de um viaduto, escutou a voz de um homem dizendo “não faça isso minha filha” , acredito que foi um toque dos anjos do Senhor sobre a vida dela e a trouxe a si.
Muitas pessoas se suicidam, mas por traz disso esta o inimigo querendo acabar com a paz e usa uma doença na alma, a depressão. Isso que me incentivou a buscar tanto na ciência quanto na parte espiritual. Alem da depressão surgiu um câncer, eu desesperado dependia de pastor e vivia pedindo oração, achava que a minha não tinha efeito.
Ela tinha crises, tomava Rivotril, Diazepam e Fluoxetina,
escondíamos as facas para ela não cometer uma tragédia, chegou a ficar internada em um hospício de Minas Gerais, foi muito dificil.
Certa vez ela teve uma crise dentro de uma igreja, tivemos que sair no meio do culto. Eu não aceitei aquilo. Simplesmente não oraram por ela e a mandaram ir, mesmo mal . No caminho ela queria pular para fora do caro, tentando tirar a própria vida e eu parei em outra igreja muito conhecida por libertação e chamei algumas irmãs e com muita dificuldade elas conseguiram levá-la para dentro, fizeram uma oração, o pastor disse que estava liberta e eu por conhecê-la sabia que não. Fiquei decepcionado e fomos embora. Um percurso que duraria vinte minutos, demoramos mais de uma hora, com muitas dificuldades para dirigir e segura-la, pois queria se matar. A partir disso eu coloquei um objetivo no meu coração, “ fazer a diferença” e naquele momento eu acreditei que Deus poderia me usar e comecei a buscar ao Senhor .
Deus começou a me usar e concedendo-me o dom de cura, a Márcia aceitou a Jesus foi curada da depressão e do câncer. Aquela que dependia de remédios, hoje não depende mais.
O Toque: E entre os internos existem casos de depressão?Pr W. Martins: Sim, alguns. O depressivo nem sempre é uma pessoa triste, chorando ou culpando-se, há pessoas que estão rindo todo o tempo, aquele que ri para não chorar, como depressões mascaradas, mas no caso dos internos que usaram drogas, assassinaram, batiam no pai, na mãe, tiveram atitudes grotescas, quando estão em tratamento se dão conta de tudo que fizeram e em alguns casos não dá para voltar atrás, como aconteceu certa vez, um rapaz havia esfaqueado e matado seu pai, não havia como reverter à situação. Devido a abstinência das drogas isso vem a tona, mas eles são tratados, não com remédios mas com jejuns e oração.
O Toque: Existe caso de familiares levarem drogas escondidas, cigarros ou remédios para internos?Pr W. Martins: Sim, é por isso que fazemos as reuniões para co-dependentes, para que eles possam se conscientizar e isso não venha acontecer. Até dentro da cadeia acontece e aqui não é diferente. Já tivemos um caso em que a família estava com tanto medo de o filho sair e parar com o tratamento, que pressionados por ele, acabaram levando cigarro.
Da mesma forma que a família quer que o filho se liberte das drogas precisa, em alguns casos, ser liberta também do cigarro. Outras querem que o filho se liberte do crack, mas não para com a bebida e chega aqui com “bafo” de álcool e de cigarro, e é isso que queremos trabalhar não só os dependentes, mas que toda a família seja liberta das garras de satanás. Um único cigarro pode levar todo o tratamento a perder, basta um gole para voltar a se alcoolizar, é preciso estar firme, a família tem que aprender a colaborar.
O Toque: E qual foi caso mais grave no que você já se deparou?Pr W. Martins: Infelizmente a gente se depara com isso sempre e para nós acaba sendo normal, aqui já houve casos de pessoas chegarem sem família, esfaqueado e baleado. Houve um caso em que quando ligamos para família eles achavam que o filho estava morto, pois estava sumido a muito tempo. Foi formidável ver a alegria da família quando receberam a noticia, é como a história do filho pródigo voltando para sua casa. E depois de um tempo eles perceberam a mudança no caráter, na personalidade e assim Deus restaurando tudo.
Para todas as pessoas que estão no vício do crack à história é igual, você vê pessoas famosas que tem muito dinheiro acabarem na sarjeta, costumamos dizer que todas as histórias são iguais, o que muda é o personagem todos caminham para destruição, não só no físico, como na estrutura financeira, na estrutura familiar e espiritual, por isso muitas pessoas que chegam aqui sem família e destruídas, para nós, isso acaba sendo normal. Mas temos grandes testemunhos como do Pb. Marcos, um de nossos coordenadores.
O Toque: E o que aconteceu com ele?Pr. W. Martins: O Nosso presbítero Marcos está conosco há cerca de cinco anos. Ele era usuário e dependente do crack, certo dia, ele estav a com quinze pessoas dentro de um sobrado e chegou um pessoal para acerto de contas. Ele estava fumando pedra, mas quando os viu, abril a janela e pulou lá de cima, do segundo andar, quebrou as duas pernas e foi internado. No hospital, alguns policiais foram procurar outra pessoa e acabaram achando ele, que também era procurado. Foi para prisão, lá se converteu, começou a pregar a palavra do senhor. Ao sair, veio para a casa de recuperação, para ficar apenas três meses e desses três meses já está há cerca de cinco anos. Hoje ele é uma das pessoas que fazem a diferença neste ministério. Quando Deus tem uma obra, Ele toca e o milagre sempre acontece.
O Toque: O Toque de Cristo tem três unidades, fale um pouco sobre elas.Pr W. Martins: As três unidades hoje comportam cerca de 160 alunos, com acompanhamento de cada casa por um coordenador, uma equipe de monitores, todos treinados pelo DENARC (Departamento de Narcóticos de São Paulo) onde é realizado um curso próprio para eles, têm a nutricionista, psicóloga em horário integral das 8h às 17h para melhor atender as necessidades, temos toda uma estrutura com o presbítero Marcos e nossa equipe instruída por ele para dar estudos bíblicos. Acreditamos no que diz a palavra do Senhor: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, trazemos ensinos bíblicos para fazer com que os alunos aprendam realmente a palavra do Senhor, temos estudos de manhã e a tarde e cultos nas noites de terças e sextas feiras. Em todo primeiro e terceiro domingo de cada mês tem a participação da família ela também precisa da palavra do Senhor como base, para quando o interno sair dar seguimento a uma vida normal. Todas as casas com o mesmo objetivo.
O Toque: Como é a relação da família com o interno durante o tratamento?Pr W Martins: Nós procuramos trazer a família próxima ao aluno, ele tem direito a uma ligação de 10 minutos no sábado, e todo domingo tem visita, temos o objetivo de trazer a família para perto dele, porque esse não é um problema só dele, a família passa a ser um co-dependente e considerada doente. Nos cultos, duas vezes por mês a família também está presente para ter a libertação, todo primeiro domingo do mês tem uma reunião para a família onde há instruções como receber o aluno em casa de volta, como lidar com ele dentro da casa, uma vez que são manipuladores de situações.
O Toque: Como é a recuperação deles?Pr W Martins: O tratamento todo é de nove meses a um ano, antigamente ele era de seis meses, mas nós observamos que quando chegavam aos quatro meses eles já estavam preocupados em ir embora e paravam com o tratamento para se preocupar com a saída. Como nove meses é uma gestação e, é até provado cientificamente que para a química sair do corpo demora é em torno de quatro meses e, só mais dois meses não são suficientes para mudar o caráter de um viciado. Então são quatro meses para a química sair com laborterapia e depois desse período a gente vai trabalhar com o caráter dele, para que quando ele saia esteja firme e não volte a se drogar.
O Toque: Todos os internos são obrigados a assistirem o culto?Pr W Martins: Não obrigamos ninguém a ser cristão, mas uma coisa que faz parte do nosso tratamento é participar dos estudos bíblicos e participar dos cultos, enfim são obrigados a assistirem os cultos, como exemplo tem um aluno que tinha câncer e foi curado no culto, outro exemplo de outro aluno que tinha hepatite e gordura no sangue e foi dentro de um culto que ele foi curado, esses e outros exemplos nos mostram o porquê dos cultos, porque têm pessoas que ainda não conhecem a palavra Senhor e quando ministramos a palavra estamos plantando sementes, uma hora vai brotar e quanto brota pessoas que não conheciam Jesus são libertas e curadas.
O Toque: Quais são os projetos futuros?Pr W Martins: Nós temos um projeto e acredito que em pouco tempo vamos alcançar esse objetivo, de fazer uma pós-internação, com acompanhamento. Estamos buscando recursos, parceiros para nos ajudar neste projeto para que quando a pessoa terminar o tratamento tenha o acompanhamento de alguns dias por semana da casa O Toque de Cristo, com psicóloga e palestras para ele e para família.
E outro projeto que em alguns casos a família é muito mais doente do que o próprio usuário, então estamos preparando uma equipe que queremos levar ao lar de nossos alunos para atingir as famílias deles, com o objetivo de trazer libertação, levando a palavra de Jesus e que através desse trabalho elas venham aceitar a Jesus e quando o seus filhos saírem daqui não chegar em casa e ver os pais viciados, uma verdadeira libertação completa em nome de Jesus nós vamos conseguir isso.
Hoje temos cerca de 150 alunos e a nossa meta é ter até o final de 2011, 300 internos nas casas de recuperação “O Toque de Cristo”.
Para levar cada vez mais, vida e esperança.
Nossa equipe esta empenhada neste projeto, todos juntos por esta causa.
Casas de Recuperação “O Toque de Cristo”
Fone: 11 4820-2707 11 7814-4387
www.otoquedecristo.com.br
www.otoquedecristo.blogspot.comotoquedecristo@hotmail.com

O destaque desta edição da 16 da revista O Toque é para drogas, dependentes químicos e viciados. Devido a isto, nossa equipe procurou o pastor Willian Martins líder e diretor das Casas de recuperação “O Toque de Cristo”, para esclarecer sobre o drama de viciados, atitudes e reabilitação.
O Toque: Como e quando você decidiu trabalhar com drogados?Pr W. Martins: Eu faço parte do ministério desde 2007, mas, não escolhi nem decide foi Deus quem me chamou. Mas me dei conta realmente do chamado a quase dois anos quando eu reconheci e aceitei o que Deus tinha para mim.
O Toque:E como aconteceu este chamado?Pr W. Martins: Tudo começou quando a minha noiva teve uma depressão profunda devido a uma perda familiar. Quando se tem alguém em sua casa uma enfermidade você procura estudar sobre o assunto e foi o que fiz. Percebi que é a ver que a doença que mais cresce no país. Fui então pesquisar o lado espiritual e descobri que a depressão na realidade é algo demoníaco, pois a mente é aprisionada e os médicos não conseguem fazer um diagnostico preciso.
A Márcia, minha noiva tinha síndrome do pânico, depressão profunda, ouvia vozes de pessoas que a chamavam, tudo isso sem explicação. Começamos a orar e e interceder muito por ela, mas por várias vezes ela tentou pular de viadutos e acabar com a própria vida, mas Deus nos ajudou.
Ela acordava e não sabia como tinha chegado naquele lugar, certa vez quando ela percebeu que estava em cima de um viaduto, escutou a voz de um homem dizendo “não faça isso minha filha” , acredito que foi um toque dos anjos do Senhor sobre a vida dela e a trouxe a si.
Muitas pessoas se suicidam, mas por traz disso esta o inimigo querendo acabar com a paz e usa uma doença na alma, a depressão. Isso que me incentivou a buscar tanto na ciência quanto na parte espiritual. Alem da depressão surgiu um câncer, eu desesperado dependia de pastor e vivia pedindo oração, achava que a minha não tinha efeito.
Ela tinha crises, tomava Rivotril, Diazepam e Fluoxetina,
escondíamos as facas para ela não cometer uma tragédia, chegou a ficar internada em um hospício de Minas Gerais, foi muito dificil. Certa vez ela teve uma crise dentro de uma igreja, tivemos que sair no meio do culto. Eu não aceitei aquilo. Simplesmente não oraram por ela e a mandaram ir, mesmo mal . No caminho ela queria pular para fora do caro, tentando tirar a própria vida e eu parei em outra igreja muito conhecida por libertação e chamei algumas irmãs e com muita dificuldade elas conseguiram levá-la para dentro, fizeram uma oração, o pastor disse que estava liberta e eu por conhecê-la sabia que não. Fiquei decepcionado e fomos embora. Um percurso que duraria vinte minutos, demoramos mais de uma hora, com muitas dificuldades para dirigir e segura-la, pois queria se matar. A partir disso eu coloquei um objetivo no meu coração, “ fazer a diferença” e naquele momento eu acreditei que Deus poderia me usar e comecei a buscar ao Senhor .
Deus começou a me usar e concedendo-me o dom de cura, a Márcia aceitou a Jesus foi curada da depressão e do câncer. Aquela que dependia de remédios, hoje não depende mais.
O Toque: E entre os internos existem casos de depressão?Pr W. Martins: Sim, alguns. O depressivo nem sempre é uma pessoa triste, chorando ou culpando-se, há pessoas que estão rindo todo o tempo, aquele que ri para não chorar, como depressões mascaradas, mas no caso dos internos que usaram drogas, assassinaram, batiam no pai, na mãe, tiveram atitudes grotescas, quando estão em tratamento se dão conta de tudo que fizeram e em alguns casos não dá para voltar atrás, como aconteceu certa vez, um rapaz havia esfaqueado e matado seu pai, não havia como reverter à situação. Devido a abstinência das drogas isso vem a tona, mas eles são tratados, não com remédios mas com jejuns e oração.
O Toque: Existe caso de familiares levarem drogas escondidas, cigarros ou remédios para internos?Pr W. Martins: Sim, é por isso que fazemos as reuniões para co-dependentes, para que eles possam se conscientizar e isso não venha acontecer. Até dentro da cadeia acontece e aqui não é diferente. Já tivemos um caso em que a família estava com tanto medo de o filho sair e parar com o tratamento, que pressionados por ele, acabaram levando cigarro.
Da mesma forma que a família quer que o filho se liberte das drogas precisa, em alguns casos, ser liberta também do cigarro. Outras querem que o filho se liberte do crack, mas não para com a bebida e chega aqui com “bafo” de álcool e de cigarro, e é isso que queremos trabalhar não só os dependentes, mas que toda a família seja liberta das garras de satanás. Um único cigarro pode levar todo o tratamento a perder, basta um gole para voltar a se alcoolizar, é preciso estar firme, a família tem que aprender a colaborar.
O Toque: E qual foi caso mais grave no que você já se deparou?Pr W. Martins: Infelizmente a gente se depara com isso sempre e para nós acaba sendo normal, aqui já houve casos de pessoas chegarem sem família, esfaqueado e baleado. Houve um caso em que quando ligamos para família eles achavam que o filho estava morto, pois estava sumido a muito tempo. Foi formidável ver a alegria da família quando receberam a noticia, é como a história do filho pródigo voltando para sua casa. E depois de um tempo eles perceberam a mudança no caráter, na personalidade e assim Deus restaurando tudo.
Para todas as pessoas que estão no vício do crack à história é igual, você vê pessoas famosas que tem muito dinheiro acabarem na sarjeta, costumamos dizer que todas as histórias são iguais, o que muda é o personagem todos caminham para destruição, não só no físico, como na estrutura financeira, na estrutura familiar e espiritual, por isso muitas pessoas que chegam aqui sem família e destruídas, para nós, isso acaba sendo normal. Mas temos grandes testemunhos como do Pb. Marcos, um de nossos coordenadores.
O Toque: E o que aconteceu com ele?Pr. W. Martins: O Nosso presbítero Marcos está conosco há cerca de cinco anos. Ele era usuário e dependente do crack, certo dia, ele estav a com quinze pessoas dentro de um sobrado e chegou um pessoal para acerto de contas. Ele estava fumando pedra, mas quando os viu, abril a janela e pulou lá de cima, do segundo andar, quebrou as duas pernas e foi internado. No hospital, alguns policiais foram procurar outra pessoa e acabaram achando ele, que também era procurado. Foi para prisão, lá se converteu, começou a pregar a palavra do senhor. Ao sair, veio para a casa de recuperação, para ficar apenas três meses e desses três meses já está há cerca de cinco anos. Hoje ele é uma das pessoas que fazem a diferença neste ministério. Quando Deus tem uma obra, Ele toca e o milagre sempre acontece.
O Toque: O Toque de Cristo tem três unidades, fale um pouco sobre elas.Pr W. Martins: As três unidades hoje comportam cerca de 160 alunos, com acompanhamento de cada casa por um coordenador, uma equipe de monitores, todos treinados pelo DENARC (Departamento de Narcóticos de São Paulo) onde é realizado um curso próprio para eles, têm a nutricionista, psicóloga em horário integral das 8h às 17h para melhor atender as necessidades, temos toda uma estrutura com o presbítero Marcos e nossa equipe instruída por ele para dar estudos bíblicos. Acreditamos no que diz a palavra do Senhor: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, trazemos ensinos bíblicos para fazer com que os alunos aprendam realmente a palavra do Senhor, temos estudos de manhã e a tarde e cultos nas noites de terças e sextas feiras. Em todo primeiro e terceiro domingo de cada mês tem a participação da família ela também precisa da palavra do Senhor como base, para quando o interno sair dar seguimento a uma vida normal. Todas as casas com o mesmo objetivo.
O Toque: Como é a relação da família com o interno durante o tratamento?Pr W Martins: Nós procuramos trazer a família próxima ao aluno, ele tem direito a uma ligação de 10 minutos no sábado, e todo domingo tem visita, temos o objetivo de trazer a família para perto dele, porque esse não é um problema só dele, a família passa a ser um co-dependente e considerada doente. Nos cultos, duas vezes por mês a família também está presente para ter a libertação, todo primeiro domingo do mês tem uma reunião para a família onde há instruções como receber o aluno em casa de volta, como lidar com ele dentro da casa, uma vez que são manipuladores de situações.
O Toque: Como é a recuperação deles?Pr W Martins: O tratamento todo é de nove meses a um ano, antigamente ele era de seis meses, mas nós observamos que quando chegavam aos quatro meses eles já estavam preocupados em ir embora e paravam com o tratamento para se preocupar com a saída. Como nove meses é uma gestação e, é até provado cientificamente que para a química sair do corpo demora é em torno de quatro meses e, só mais dois meses não são suficientes para mudar o caráter de um viciado. Então são quatro meses para a química sair com laborterapia e depois desse período a gente vai trabalhar com o caráter dele, para que quando ele saia esteja firme e não volte a se drogar.
O Toque: Todos os internos são obrigados a assistirem o culto?Pr W Martins: Não obrigamos ninguém a ser cristão, mas uma coisa que faz parte do nosso tratamento é participar dos estudos bíblicos e participar dos cultos, enfim são obrigados a assistirem os cultos, como exemplo tem um aluno que tinha câncer e foi curado no culto, outro exemplo de outro aluno que tinha hepatite e gordura no sangue e foi dentro de um culto que ele foi curado, esses e outros exemplos nos mostram o porquê dos cultos, porque têm pessoas que ainda não conhecem a palavra Senhor e quando ministramos a palavra estamos plantando sementes, uma hora vai brotar e quanto brota pessoas que não conheciam Jesus são libertas e curadas.
O Toque: Quais são os projetos futuros?Pr W Martins: Nós temos um projeto e acredito que em pouco tempo vamos alcançar esse objetivo, de fazer uma pós-internação, com acompanhamento. Estamos buscando recursos, parceiros para nos ajudar neste projeto para que quando a pessoa terminar o tratamento tenha o acompanhamento de alguns dias por semana da casa O Toque de Cristo, com psicóloga e palestras para ele e para família.
E outro projeto que em alguns casos a família é muito mais doente do que o próprio usuário, então estamos preparando uma equipe que queremos levar ao lar de nossos alunos para atingir as famílias deles, com o objetivo de trazer libertação, levando a palavra de Jesus e que através desse trabalho elas venham aceitar a Jesus e quando o seus filhos saírem daqui não chegar em casa e ver os pais viciados, uma verdadeira libertação completa em nome de Jesus nós vamos conseguir isso.
Hoje temos cerca de 150 alunos e a nossa meta é ter até o final de 2011, 300 internos nas casas de recuperação “O Toque de Cristo”.
Para levar cada vez mais, vida e esperança.
Nossa equipe esta empenhada neste projeto, todos juntos por esta causa.
Casas de Recuperação “O Toque de Cristo”
Fone: 11 4820-2707 11 7814-4387
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